Igreja “nunca aceitará” o casamento entre homossexuais
O cardeal patriarca de Lisboa afirmou hoje que a Igreja “nunca aceitará” o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, argumentando que a família se baseia no “contrato entre um homem e uma mulher”, “onde acontece a procriação”.
D. José Policarpo entende que a cidade precisa de famílias tradicionais (Joana Bougard (arquivo))
D. José Policarpo escolheu o dia de São Vicente, principal padroeiro de Lisboa, para, numa homilia na Sé Patriarcal, declarar que “não se salvará a cidade se não se salvar a família”. Esta é a primeira intervenção pública do cardeal patriarca de Lisboa após a polémica em torno da inclusão de casamentos entre homossexuais nos casamentos de Santo António, admitida pelos serviços camarários e depois recusada pelo presidente da Câmara de Lisboa, António Costa (PS). “Ajudar a família é, antes de mais, respeitá-la na sua dignidade e na sua natureza antropológica de instituição baseada no contrato entre um homem e uma mulher, que origine uma comunidade específica, onde acontece a procriação e a caminhada em conjunto na descoberta da vida”, declarou D. José Policarpo. Este é um dos “pontos concretos que desafiam o compromisso cooperante de todos os intervenientes na construção da cidade” referidos pelo patriarca, que afirmou que “a participação da Igreja na construção da cidade tem de processar-se em convergência cooperante com outras instituições com responsabilidade, os poderes políticos, de modo particular o poder autárquico, a Santa Casa da Misericórdia, outras instituições da sociedade civil”. “Nessa participação no bem-comum da cidade, a Igreja está com os seus valores próprios”, recordou, depois de sublinhar que “o princípio da cooperação entre Igreja e os poderes públicos inspira a nova Concordata”. Para o cardeal patriarca, “o projecto de lei, recentemente votado na Assembleia da República, em ordem a reconhecer que uniões entre pessoas do mesmo sexo são casamento e fundam uma família, altera a dignidade da família natural, levará ao enfraquecimento da sua auto-estima e contribuirá para o enfraquecimento da comunidade familiar”. “A Igreja nunca aceitará a equivalência ao casamento das uniões entre pessoas do mesmo sexo, seja qual for o enquadramento legal que, porventura, lhe venha a ser dado”, declarou. D. José Policarpo afirmou também que a Igreja nunca permitirá, em nenhuma expressão da sua acção com famílias, “que as uniões de pessoas do mesmo sexo toldem a beleza e a verdade dos autênticos casamentos”. Com a aprovação da lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo, o patriarca prometeu um “empenhamento renovado no apoio aos casais, valorizando a complementaridade e a estabilidade dos esposos”. Segundo o cardeal patriarca, a “fidelidade” e “harmonia” dos casais são “ameaçadas pela cultura ambiente, que veicula a provisoriedade de tudo e a dimensão consumista do próprio amor”. “A comunhão entre os esposos é bela, mas não é fácil. Os católicos sabem que a fidelidade e a profundidade do seu amor só é possível com a força de Deus, garantida no sacramento do matrimónio”, sustentou.
Fonte: http://www.publico.clix.pt/Sociedade/igreja-nunca-aceitara-o-casamento-entre-homossexuais_1419319; 22/01/10
O cardeal patriarca de Lisboa afirmou hoje que a Igreja “nunca aceitará” o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, argumentando que a família se baseia no “contrato entre um homem e uma mulher”, “onde acontece a procriação”.
D. José Policarpo entende que a cidade precisa de famílias tradicionais (Joana Bougard (arquivo))
D. José Policarpo escolheu o dia de São Vicente, principal padroeiro de Lisboa, para, numa homilia na Sé Patriarcal, declarar que “não se salvará a cidade se não se salvar a família”. Esta é a primeira intervenção pública do cardeal patriarca de Lisboa após a polémica em torno da inclusão de casamentos entre homossexuais nos casamentos de Santo António, admitida pelos serviços camarários e depois recusada pelo presidente da Câmara de Lisboa, António Costa (PS). “Ajudar a família é, antes de mais, respeitá-la na sua dignidade e na sua natureza antropológica de instituição baseada no contrato entre um homem e uma mulher, que origine uma comunidade específica, onde acontece a procriação e a caminhada em conjunto na descoberta da vida”, declarou D. José Policarpo. Este é um dos “pontos concretos que desafiam o compromisso cooperante de todos os intervenientes na construção da cidade” referidos pelo patriarca, que afirmou que “a participação da Igreja na construção da cidade tem de processar-se em convergência cooperante com outras instituições com responsabilidade, os poderes políticos, de modo particular o poder autárquico, a Santa Casa da Misericórdia, outras instituições da sociedade civil”. “Nessa participação no bem-comum da cidade, a Igreja está com os seus valores próprios”, recordou, depois de sublinhar que “o princípio da cooperação entre Igreja e os poderes públicos inspira a nova Concordata”. Para o cardeal patriarca, “o projecto de lei, recentemente votado na Assembleia da República, em ordem a reconhecer que uniões entre pessoas do mesmo sexo são casamento e fundam uma família, altera a dignidade da família natural, levará ao enfraquecimento da sua auto-estima e contribuirá para o enfraquecimento da comunidade familiar”. “A Igreja nunca aceitará a equivalência ao casamento das uniões entre pessoas do mesmo sexo, seja qual for o enquadramento legal que, porventura, lhe venha a ser dado”, declarou. D. José Policarpo afirmou também que a Igreja nunca permitirá, em nenhuma expressão da sua acção com famílias, “que as uniões de pessoas do mesmo sexo toldem a beleza e a verdade dos autênticos casamentos”. Com a aprovação da lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo, o patriarca prometeu um “empenhamento renovado no apoio aos casais, valorizando a complementaridade e a estabilidade dos esposos”. Segundo o cardeal patriarca, a “fidelidade” e “harmonia” dos casais são “ameaçadas pela cultura ambiente, que veicula a provisoriedade de tudo e a dimensão consumista do próprio amor”. “A comunhão entre os esposos é bela, mas não é fácil. Os católicos sabem que a fidelidade e a profundidade do seu amor só é possível com a força de Deus, garantida no sacramento do matrimónio”, sustentou.
Fonte: http://www.publico.clix.pt/Sociedade/igreja-nunca-aceitara-o-casamento-entre-homossexuais_1419319; 22/01/10


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