Cabeças pensantes de oito países vão falar unidas pela língua
Presidente da Academia de Letras de Brasília, José Carlos Gentili, quer que o Congresso da Língua Portuguesa sirva de palco para reflexões de toda a ordem.
Daise Lisboa
Brasília acolhe congresso da língua portuguesa.
Brasília – O Congresso da Língua Portuguesa em Brasília está marcado para 19 a 21 de novembro deste ano, quando vai reunir professores, estudantes e pessoas apaixonadas pela lusofonia para um encontro de três dias. A abertura, às 19h30 do dia 19, no Museu da República, na Esplanada dos Ministérios, vai contar com a presença do Ministro da Educação do Brasil, Fernando Haddad.
Nos outros dois dias (20 e 21), haverá debates e palestras na Universidade Católica de Brasília (QS 7, Lote 1, EPCT - Águas Claras – Taguatinga).
O Congresso da Língua Portuguesa em Brasília ocorre num momento em que a capital brasileira se prepara para completar 50 anos (em 21 de abril de 2010), e de acordo com o presidente da Academia de Letras de Brasília, José Carlos Gentili, o evento antecipa as comemorações do cinqüentenário de Brasília. "A capital, prestes a fazer aniversário, além de ser debatido o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, contará com as presenças de acadêmicos renomados e convidados especiais que discutirão a língua portuguesa do futuro", disse José Carlos Gentili ao Portugal Digital e África21 Digital.
O encontro não será restrito aos brasileiros. "Estaremos reunindo os oito países da língua portuguesa, o Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor Leste e Cabo Verde", garantiu Gentili.
O presidente da academia brasiliense disse que a instituição está reunindo para este congresso as maiores referências para o Brasil em toda a planificação educacional. "Convidámos um grupo de palestrantes, como o presidente da Academia de Ciências de Lisboa, Adriano Moreira, um dos homens respeitados na literatura e presidente daquela casa de cultura centenária da Europa. Também estamos trazendo João Malaca Casteleiro, que é um homem regedor da ortografia em Portugal, e seu companheiro brasileiro na Academia de Ciências de Lisboa, que é Evanildo Cavalcante Bechara", exemplificou. "Eles estarão connosco para a satisfação daqueles que desenvolvem as atividades literárias e culturais do Brasil", disse José Carlos Gentili.
Outros palestrantes ilustres foram convidados a participar do evento, como o senador Cristovam Buarque, o embaixador Jerônimo Moscardo, da Fundação Bartolomeu Gusmão, Francisco Adalberto Nóbrega, da Procuradoria da República, o professor da Universidade de Brasília Vamireh Chacon, a professora Stella Maris Bortoni, o reitor da Universidade Católica de Brasília, José Romualdo Degasperi. Para falar sobre a mídia de língua portuguesa, o convidado é o jornalista Alexandre Garcia.
"Nessa plêiade de cabeças pensantes também estará o filho do nosso ex-ministro José Aparecido de Oliveira, o José Fernando Aparecido de Oliveira, que é o homem responsável pela CPLP". Além dele estará no congresso o professor Celso José da Costa, do Ministério da Educação e Cultura, responsável pela Educação à Distância
Força da Educação
A idéia desse congresso organizado pela Academia de Letras de Brasília é, segundo Gentili, muito abrangente. "Entendemos que o Brasil e as nações da língua portuguesa só conseguirão ultrapassar os patamares de pobreza de natureza educacional com a instrução. Então este congresso é voltado para a motivação daqueles que são os multiplicadores da formatação da educação no país. É um congresso para as cabeças pensantes refletirem acerca dos destinos da língua portuguesa nos destinos deste país continental que é o Brasil", afirmou.
José Gentili destacou a presença nesse congresso de cabeças pensantes de vários setores da educação e representantes do Ministério da Educação, na área de ensino à distância. "Temos de valorizar os professores e todos aqueles que dominam a área do ensino brasileiro. Nós estamos caminhando a passos largos, e esse congresso visa não só despertar, mas motivar e servir como palco para reflexões de toda a ordem nessa gama de conhecimentos", disse Gentili.
O mundo lusófono
A Academia de Letras de Brasília tem participado de vários congressos, inclusive em outros lusófonos, a respeito desse ajustamento ortográfico resultante do acordo entre os oito países. "O Brasil saiu na frente, tendo o presidente Lula editado diploma legal a partir de janeiro de 2009", lembrou Gentili.
O presidente da academia brasiliense também apontou um estudo que fala do número de praticantes da língua portuguesa. "O Brasil é um país continente, com quase 200 milhões de habitantes, e segundo uma estatística a que tive acesso o português é a terceira língua falante na Europa e a quarta no mundo. Eu tenho lá minhas dúvidas. Se o Brasil é continente, e sua população é de quase 200 milhões e dizem que o mundo lusófono alcança a cifra quantitativa de 250 milhões... Ou seja: vamos buscar em Moçambique, que é a segunda população mundial da língua portuguesa, conta com 17 milhões e apenas 3% fala português. Angola, que tem 13 milhões de habitantes, conta com uma série de dialetos que são ainda vigorantes, mas que aos poucos vão se identificando em razão da implantação e da unificação do estado angolano. Por sua vez, Portugal tem relutado na implantação do "português brasileiro", do português de Maputo, da Guiné-Bissau, de Timor Leste... Enfim, a grande verdade é que quem faz e conduz a língua não são as academias, não são os países. Quem conduz a formatação de um idioma são os povos de uma nação", avaliou.
A Academia de Letras de Brasília ainda está com inscrições abertas para o congresso que devem ser feitas pelo site www.acleb.org.br.
FONTE: http://www.portugaldigital.com.br/noticia.kmf?cod=9132892&canal=159; 09/11/09.
Presidente da Academia de Letras de Brasília, José Carlos Gentili, quer que o Congresso da Língua Portuguesa sirva de palco para reflexões de toda a ordem.
Daise Lisboa
Brasília acolhe congresso da língua portuguesa.
Brasília – O Congresso da Língua Portuguesa em Brasília está marcado para 19 a 21 de novembro deste ano, quando vai reunir professores, estudantes e pessoas apaixonadas pela lusofonia para um encontro de três dias. A abertura, às 19h30 do dia 19, no Museu da República, na Esplanada dos Ministérios, vai contar com a presença do Ministro da Educação do Brasil, Fernando Haddad.
Nos outros dois dias (20 e 21), haverá debates e palestras na Universidade Católica de Brasília (QS 7, Lote 1, EPCT - Águas Claras – Taguatinga).
O Congresso da Língua Portuguesa em Brasília ocorre num momento em que a capital brasileira se prepara para completar 50 anos (em 21 de abril de 2010), e de acordo com o presidente da Academia de Letras de Brasília, José Carlos Gentili, o evento antecipa as comemorações do cinqüentenário de Brasília. "A capital, prestes a fazer aniversário, além de ser debatido o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, contará com as presenças de acadêmicos renomados e convidados especiais que discutirão a língua portuguesa do futuro", disse José Carlos Gentili ao Portugal Digital e África21 Digital.
O encontro não será restrito aos brasileiros. "Estaremos reunindo os oito países da língua portuguesa, o Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor Leste e Cabo Verde", garantiu Gentili.
O presidente da academia brasiliense disse que a instituição está reunindo para este congresso as maiores referências para o Brasil em toda a planificação educacional. "Convidámos um grupo de palestrantes, como o presidente da Academia de Ciências de Lisboa, Adriano Moreira, um dos homens respeitados na literatura e presidente daquela casa de cultura centenária da Europa. Também estamos trazendo João Malaca Casteleiro, que é um homem regedor da ortografia em Portugal, e seu companheiro brasileiro na Academia de Ciências de Lisboa, que é Evanildo Cavalcante Bechara", exemplificou. "Eles estarão connosco para a satisfação daqueles que desenvolvem as atividades literárias e culturais do Brasil", disse José Carlos Gentili.
Outros palestrantes ilustres foram convidados a participar do evento, como o senador Cristovam Buarque, o embaixador Jerônimo Moscardo, da Fundação Bartolomeu Gusmão, Francisco Adalberto Nóbrega, da Procuradoria da República, o professor da Universidade de Brasília Vamireh Chacon, a professora Stella Maris Bortoni, o reitor da Universidade Católica de Brasília, José Romualdo Degasperi. Para falar sobre a mídia de língua portuguesa, o convidado é o jornalista Alexandre Garcia.
"Nessa plêiade de cabeças pensantes também estará o filho do nosso ex-ministro José Aparecido de Oliveira, o José Fernando Aparecido de Oliveira, que é o homem responsável pela CPLP". Além dele estará no congresso o professor Celso José da Costa, do Ministério da Educação e Cultura, responsável pela Educação à Distância
Força da Educação
A idéia desse congresso organizado pela Academia de Letras de Brasília é, segundo Gentili, muito abrangente. "Entendemos que o Brasil e as nações da língua portuguesa só conseguirão ultrapassar os patamares de pobreza de natureza educacional com a instrução. Então este congresso é voltado para a motivação daqueles que são os multiplicadores da formatação da educação no país. É um congresso para as cabeças pensantes refletirem acerca dos destinos da língua portuguesa nos destinos deste país continental que é o Brasil", afirmou.
José Gentili destacou a presença nesse congresso de cabeças pensantes de vários setores da educação e representantes do Ministério da Educação, na área de ensino à distância. "Temos de valorizar os professores e todos aqueles que dominam a área do ensino brasileiro. Nós estamos caminhando a passos largos, e esse congresso visa não só despertar, mas motivar e servir como palco para reflexões de toda a ordem nessa gama de conhecimentos", disse Gentili.
O mundo lusófono
A Academia de Letras de Brasília tem participado de vários congressos, inclusive em outros lusófonos, a respeito desse ajustamento ortográfico resultante do acordo entre os oito países. "O Brasil saiu na frente, tendo o presidente Lula editado diploma legal a partir de janeiro de 2009", lembrou Gentili.
O presidente da academia brasiliense também apontou um estudo que fala do número de praticantes da língua portuguesa. "O Brasil é um país continente, com quase 200 milhões de habitantes, e segundo uma estatística a que tive acesso o português é a terceira língua falante na Europa e a quarta no mundo. Eu tenho lá minhas dúvidas. Se o Brasil é continente, e sua população é de quase 200 milhões e dizem que o mundo lusófono alcança a cifra quantitativa de 250 milhões... Ou seja: vamos buscar em Moçambique, que é a segunda população mundial da língua portuguesa, conta com 17 milhões e apenas 3% fala português. Angola, que tem 13 milhões de habitantes, conta com uma série de dialetos que são ainda vigorantes, mas que aos poucos vão se identificando em razão da implantação e da unificação do estado angolano. Por sua vez, Portugal tem relutado na implantação do "português brasileiro", do português de Maputo, da Guiné-Bissau, de Timor Leste... Enfim, a grande verdade é que quem faz e conduz a língua não são as academias, não são os países. Quem conduz a formatação de um idioma são os povos de uma nação", avaliou.
A Academia de Letras de Brasília ainda está com inscrições abertas para o congresso que devem ser feitas pelo site www.acleb.org.br.
FONTE: http://www.portugaldigital.com.br/noticia.kmf?cod=9132892&canal=159; 09/11/09.


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