AUREMACIO CARVALHO
Infância, Educação e Mídia


A realidade sócio-cultural das crianças, assim como dos adultos, está em constante mudança. Além das antigas brincadeiras e dos brinquedos, elas estão em contato com vídeo game, microcomputador, e principalmente com a televisão, que traz consigo não apenas distração e entretenimento, mas elementos que interferem diretamente em seu desenvolvimento. Através de programações coloridas e organizadas em forma de espetáculo, a TV desperta, desde cedo, o gosto pelo consumo, ensinando valores, normas, conceitos, etc. As crianças, expostas às programações reproduzem coreografias, modos de falar de personagens, músicas que estão na moda, atitudes presenciadas, dentre outros aspectos.

Diante desta realidade é necessário um referencial teórico que permita ao professor: primeiro, entender como se dá o desenvolvimento do pensamento; segundo, apreender o potencial formativo/deformativo que permeia as mensagens, os conteúdos e as formas de pensar divulgados pelos meios de comunicação; e, terceiro, que dê a conhecer o impacto desses meios na formação do pensamento.

O mercado manipula o processo de produção e o pensamento com base em conveniências econômicas e não nas necessidades humanas fundamentais. Adapta os produtos, de modo a serem vendidos em grande quantidade, para uma população que já não tem a capacidade de decidir conscientemente sobre o que precisa e quer. Nossas escolas ainda estão preparadas para receber a criança da primeira parte do século passado. Nosso desafio é discutir questões que antes eram resolvidas na família e hoje vêm para dentro da escola. Temos que tratar destas questões sociais, como a questão étnica, o lugar da menina e do menino, entre outros aspectos, como o ‘feio e o bonito’, o ‘gordo e o magro’, por exemplo.

Portal Educação
0 Responses

Postar um comentário