Pontos para uma comunicação eficaz
Demétrio Luiz Pedro Bom Júnior
Abaixo seguem alguns pontos ou abordagens para uma boa comunicação. Espero que você consiga compreender o que está sendo colocado aqui e que tenha uma leitura agradável, pensando em como aplicar tudo isso da melhor maneira possível.
Os pontos para uma comunicação mais eficaz são:
Saber ouvir. Podemos dizer que esse é o segredo de uma boa comunicação. Muitas pessoas falam que temos dois ouvidos, dois olhos e só uma boca; assim, devemos ouvir mais do que falar. Isso é verdade. É constrangedor quando queremos falar algo e a pessoa não deixa, interrompendo com comentários e com suas razões, não é verdade? Também é válido dizer que o líder, muitas vezes, é aquele que ouve as pessoas e tira conclusões ou decisões sábias que conseguem agradar praticamente a todos ou a maioria. Portanto, devemos ouvir mais as pessoas (todas elas), mesmo que seja algo sem importância; pois só de ouvir e dar atenção podemos ganhar respeito e confiança do interlocutor, além de sempre aprendermos com o que ouvimos. Uma outra dica é repetir o que a pessoa está falando, deixando entendido o recado ou a mensagem, evitando conflitos e deixando a outra pessoa (emissora) mais segura sobre o fato da mensagem ter sido compreendida.
Saber ouvir críticas. Se saber ouvir já é difícil, imagina ficar ouvindo críticas sobre os outros e sobre você! É complicado. Muitas pessoas não aceitam que outros falem "mal" sobre elas, principalmente se forem de níveis hierárquicos mais baixos na empresa. Porém, ouvir críticas e realizar autocríticas completam uma aprendizagem que nos leva a saber trabalhar e viver em equipe e conhecermos melhor nós mesmos. Ouvir críticas e pensar sobre isso é algo sábio e proveitoso, mas é um exercício que leva tempo e paciência; mas que, com certeza, nos fazem ser pessoas melhores, principalmente num relacionamento interpessoal.
Conhecer a cultura do lugar. Nosso país é composto por diversas culturas, que influenciam costumes, gostos, gestos e falas. Antes de se expressar, saiba entender o que se passa no local ou com as pessoas, no modo delas falarem e ouvirem, as palavras ou expressões características etc. Esse é um exercício que faz com que você se aproxime das pessoas e consiga transmitir recados de um modo mais eficiente. Essa integração pode ser fundamental para empresas que trabalham em várias regiões e com muitas pessoas.
Saber expor. Até este momento, os pontos abordados foram voltados mais para a observação do que para a exposição da comunicação. Qualquer que seja a forma de expressar a comunicação (falada, escrita, gestual e outras), expor bem o que se deseja é fundamental para a qualidade da comunicação. Fazer com que a pessoa realmente entenda é uma tarefa um tanto difícil; muitas vezes ficamos com a impressão de que a pessoa entendeu o recado, por exemplo, sobre como fazer um trabalho e, no momento de vermos o resultado, ele está diferente do esperado, pois a pessoa não entendeu o que procuramos explicar, fazendo da forma que ela pensou ter entendido...complicado, não? Exponha com objetividade e clareza o que você deseja, repetindo se for necessário, usando palavras adequadas e fáceis de serem lembradas. Ser calmo ou paciente ajuda na comunicação e exposição de idéias, gerando melhor receptividade do interlocutor.
Ser breve e objetivo. Este ponto complementa o anterior. Além de saber expor bem as idéias e o que deseja, seja breve. Assim você não cansa o interlocutor e cria menos confusão. Tenha objetividade, sem fazer "círculos", ou seja, indo direto ao assunto; isso evita expectativas negativas e faz com que a comunicação seja mais proveitosa. Um exemplo: num quadro de avisos as pessoas preferem ler aqueles que possuem letras grandes e poucas palavras, pois recebem o recado de forma rápida; pois há uma "resistência" em ficarem lendo ou ouvindo avisos, comunicados ou conversas demoradas e cansativas. O uso de expressões chamativas e agradáveis também ajuda. Perguntar algumas vezes se os interlocutores entenderam a mensagem é uma forma de obter feedback da comunicação e saber melhor se o recado foi claro e objetivo.
Evitar excessos. Este ponto aprofunda um pouco mais sobre sermos claros e eficazes com a comunicação. Evitar excessos significa diminuir as repetições de palavras ou da mensagem. Repetir pode ajudar a outra pessoa ou receptor a entender, mas uma repetição exagerada pode gerar conflitos e tornar a comunicação monótona ou desagradável. Deve-se evitar também o excesso de jargões, sendo aconselhável falar numa tonalidade compreensível, sem gritarias ou tons baixos de voz, mas com uma tonalidade agradável, frisando o que é importante. É importante reforçar que se deve evitar palavras "chulas" ou complicadas.
Manter padrões. É importante saber manter o padrão da comunicação. Se você costuma usar exemplos, é interessante manter isso. Porém, a forma de expressar as mensagens e seus conteúdos, com objetividade e clareza, deve ser adequada ao público, podendo ser mais formal ou mais informal dependendo da situação, das pessoas, do assunto etc. O importante é manter o estilo, a fim de evitar confusões e conflitos. Evite gírias e o excesso de formalidade (palavras não muito usuais, por exemplo) para manter um padrão bom de comunicação. Saiba se expressar da forma correta no idioma, pois muitas vezes o que falamos ou comunicamos tornam-se exemplos para os interlocutores, especialmente aqueles com quem relacionamos em nossa família e no ambiente de trabalho. Acompanhar tendências e ser flexível é importante também.
Fazer associações. O uso de exemplos pode ser eficiente quando foca a realidade ou quando é algo próximo da realidade do interlocutor, especialmente no seu cotidiano. Assim, há uma comprovação maior do que está sendo comunicado, gerando uma confiança e uma compreensão maior da mensagem. Neste sentido, o uso de fatos passados ou históricos também podem reforçar o que se deseja com o comunicado, fazendo associações com o que já foi feito antes, usando também exemplos sobre outros lugares ou pessoas (comparando empresas), é sempre uma forma de reforçar a importância da mensagem, sua aplicação e utilidade.
Ser coerente. Além de manter um certo padrão, comunicar algo coerente transmite credibilidade e torna a compreensão e a execução da comunicação mais fácil e eficaz. Fazer aquilo que se fala também torna coerente o que está sendo comunicado. Quantas vezes não percebemos, por exemplo, numa empresa, a situação em que um líder ou "chefe" nos fala para fazermos algo (ordem), mas ele mesmo não cumpre o que foi pedido? Isso gera descrédito, uma certa desmotivação, e o ambiente organizacional fica confuso, as pessoas perdem respeito pelas decisões. Então, o importante é sempre ser transparente com aquilo que se fala e se faz, tornando-se comprometido com a sua própria comunicação.
Acompanhar as mudanças. Sempre surgem novos conceitos, idéias, tecnologias etc. Ser um comunicador voltado para as tendências, novidades e atualidades é fundamental para transmitir maior credibilidade e mostrar competência com a comunicação. Sempre surgem novos termos, novas definições, novas formas (meios e canais) de se comunicar; usar tudo isso de forma bem aplicada, coerente e eficiente, gera uma comunicação igualmente eficaz, com credibilidade, respeito e entendimento correto. Sempre surgem novos exemplos, novas situações e novas aprendizagens. Cabe a cada um de nós perceber essas mudanças, ser flexíveis para sempre buscar uma comunicação franca, aberta e moderna, respeitando a realidade do meio organizacional ou de outros meios em que vivemos (cultura, expressões, nível de conhecimento, entre outros) para sermos realmente eficazes.
Demétrio Luiz Pedro Bom Júnior é graduado e pós-graduado em Administração de Empresas.
O trabalhador do século XXI
Redação Do Site Motivaonline
Você sabe quais são as principais características do trabalhador do século XXI? Pois, Eugênio Mussak, em seu livro Metacompetência (ed. Gente), apresenta oito pontos essenciais que desenham o perfil deste profissional.
Flexibilidade – Ser flexível, em vez de ser especialista demais, é uma qualidade. Isso não significa que especializações não sejam importantes, mas o desejado é que as pessoas tenham capacidade de agir de acordo com as situações que se apresentam. Atendendo às necessidades do mercado e moldando sua conduta com o objetivo de aumentar sua competência.
Criatividade – A preocupação não deve ser armazenar grande quantidade de informação, pois ela está fartamente disponível nos meios de comunicação e principalmente na Internet. O diferencial e desejável é a capacidade de processar e utilizar as informações de forma original e inovadora. É nesse sentido que a criatividade transforma-se em um recurso moderno.
Informação – A criatividade pode suprir a falta de informação, mas ainda é necessário aumentar permanentemente nossa base de dados a respeito do que está acontecendo no mundo, em nossa área de atuação e em outras áreas. A velocidade dos avanços em todas as áreas do conhecimento exige educação continuada.
Comunicação – A aquisição de habilidades na comunicação e no relacionamento interpessoal é imprescindível para a qualidade do atendimento ao cliente e para a integração de grupos de trabalho. São dois aspectos pertencentes à cartilha de sobrevivência de todos os profissionais e todas as empresas. Entender o mercado e se fazer entender por ele.
Responsabilidade – No novo mundo do trabalho, as pessoas são mais responsáveis por suas ações e exercem com mais freqüência e intensidade papéis de liderança. Estão desaparecendo cargos e funções estanques e surgindo postos de trabalho destinados ao cumprimento de tarefas em que a responsabilidade de seu executor é cada vez mais cobrada.
Empreendedorismo – Não é mais suficiente cumprir ordens e realizar bem sua tarefa. O mercado busca pessoas capazes de agregar valor ao trabalho através de ousadia, criatividade e inovação, atributos do empreendedor. Empreendedorismo não é uma qualidade exclusiva dos empresários, embora eles certamente a possuam, caso contrário não seriam o que são. Qualquer pessoa em qualquer atividade pode empreender uma ação que vise otimizar, melhorar, qualificar.
Sociabilização – Cada pessoa deve estar impregnada da capacidade de compreender, respeitar e conectar-se com diferenças culturais e de percepção dos fatos da vida. Isso não se refere apenas a diferenças entre países, mas também entre pessoas. Saber conviver com idiossincrasias pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso.
Tecnologia – É fundamental adquirir intimidade com as novas tecnologias independentemente da idade que se tenha, do nível cultural e da condição social do indivíduo. Qualquer pessoa que esteja no mercado de trabalho deve dispor-se a aceitar e a conviver com as tecnologias emergentes. A tecnologia só substituirá o homem que não aprender a conviver com ela.
Os tipos de chefe
Redação Do Site Motivaonline
Os tipos de chefes existentes são variados, apesar de ocuparem lugares estratégicos nas organizações e, por esta razão, serem fundamentais para os colaboradores. Embora os empresários saibam da relevância que tem uma boa liderança, demonstram, em muitos casos, total deficiência na escolha que fazem a respeito de quem liderará as pessoas que trabalham em suas organizações.
Os resultados são igualmente desastrosos nestes casos, e uma alteração urgente deve ocorrer para evitar maiores distúrbios internos, tais como o péssimo clima organizacional, o baixo retorno de vendas, comunicação obstruída, fragmentação dos departamentos e criação de feudos movidos por egoísmo e infantilidade. Acompanhe agora alguns estilos de chefia mais comuns bastante problemáticos:
Pilatos – lava as mãos em relação aos problemas pessoais e profissionais de seus funcionários. Ele nunca pode colaborar porque está sempre ocupado. Afinal, é uma pessoa muito importante e, portanto, o seu tempo é precioso demais para ser dirigido a finalidades triviais. No entanto, as pessoas que dependem deste tipo de chefe sentem claramente o descaso e o abandono e passam a resolver as suas questões sozinhas, ou ainda, recorrem a outros que as ajudem. Quando o chefe Pôncio Pilatos descobre que outras pessoas colaboram com os seus funcionários, ele fica louco de raiva e convoca uma reunião particular, na qual ele se mostra chateado com atitudes que magoam, vez que o seu papel é estender auxílio para os seus próximos. Esse fato se explica pelo medo que este tipo de chefe tem em ser percebido como uma pessoa egoísta e de baixa atividade de liderança e, conseqüentemente, correr o risco de ser trocado facilmente por alguém melhor.
Nero – adora ver o circo pegar fogo. Os trabalhos em grupo são a grande oportunidade de ver as discussões surgirem e ganharem vulto. São verdadeiras lutas entre os gladiadores que esperam receber a clemência ao final do embate. O lugar sempre está em polvorosa e qualquer faísca faz incendiar. Trata-se de um perfil cujo temperamento é bem agressivo e pouco faz para melhorá-lo. Pensam que o seu estilo deve ser preservado pela personalidade forte que possuem, além do cargo que ocupam. A sua raiva constante domina a atmosfera departamental, levando os seus habitantes a desenvolver um sistema de defesa bastante eficiente: o ataque. As defesas humanas, quando bem estressadas, agem com base no ataque para reduzir as chances de serem atingidas a qualquer momento. Tensão é a palavra-chave neste tipo de convivência. O chefe Nero se compraz com este alvoroço emocional e crê que o seu poder comanda o espetáculo diário.
Rei Momo– suas características são a de festividade e entusiasmo. Este tipo de chefe agita o seu local de trabalho, fazendo um “ôba-ôba” sem precedentes. Ele motiva as pessoas próximas, mas tudo isso dura por um determinado período. O seu objetivo é o de animar o lugar, esquecendo-se dos resultados, que são importantes para os colaboradores e para a organização. Inicialmente, o chefe Rei Momo é adorado pela animação que proporciona. Todavia, aos poucos as pessoas cansam e se sentem desmotivadas pelo baixo rendimento que oferecem. Este tipo de chefe é um bom motivador, porém, dura pouco, e o que resta da folia são apenas as cinzas que o vento leva rapidamente.
Peter Pan – aquele que não cresce e não permite que os outros cresçam. Ele mantém o seu pessoal preso às suas asas. Protege-os com a espada e a valentia, levando as pessoas a crerem na sua bondade e altruísmo. Contudo, o seu egoísmo é que guia as decisões e impede que cada um cresça e desenvolva o seu potencial. O seu temor é o de perder os aliados na batalha cotidiana, e assim permanecer só na Terra do Nunca. Qualquer objeção às suas idéias será interpretada como uma rebeldia e, sem dúvida, é alguém que pretende se bandear para o lado do inimigo: o capitão Gancho.
Na verdade, os tipos de chefe são inúmeros. Entretanto, o tipo de “líder” necessário é aquele que:
- Mantém proximidade com os seus seguidores;
- Aprende conjuntamente;
- Estimula o crescimento;
- É um entusiasta, mas cobra resultados porque sabe da satisfação que o ser humano tem quando atinge objetivos;
- Entende que o conflito é necessário para que as boas idéias brotem das discussões, embora não veja na agressividade uma forma de convívio;
- Assume os riscos de forma compartilhada;
- Comunica-se constantemente;
- Consegue gerir o conhecimento e as mudanças;
- É ético e vive esta virtude como um agente que inspira confiança e motivação naqueles que o seguem por vontade própria e não pela imposição.
O mercado tem pressionado as organizações acerca do aperfeiçoamento de seus colaboradores. Tipos de chefes que não se adaptarem à realidade de convivência mais amadurecida e humana com relação aos aspectos sutis das relações pessoais e profissionais, não durarão. A boa liderança é aquela que serve, muito mais do que é servida.
Redação do site MotivaOnline
Palavras-chave relacionadas com esta matéria: tipo de chefe, clima organizacional, baixo retorno, descaso, discussões, objeção, idéias, líder, satisfação, riscos
Demétrio Luiz Pedro Bom Júnior
Abaixo seguem alguns pontos ou abordagens para uma boa comunicação. Espero que você consiga compreender o que está sendo colocado aqui e que tenha uma leitura agradável, pensando em como aplicar tudo isso da melhor maneira possível.
Os pontos para uma comunicação mais eficaz são:
Saber ouvir. Podemos dizer que esse é o segredo de uma boa comunicação. Muitas pessoas falam que temos dois ouvidos, dois olhos e só uma boca; assim, devemos ouvir mais do que falar. Isso é verdade. É constrangedor quando queremos falar algo e a pessoa não deixa, interrompendo com comentários e com suas razões, não é verdade? Também é válido dizer que o líder, muitas vezes, é aquele que ouve as pessoas e tira conclusões ou decisões sábias que conseguem agradar praticamente a todos ou a maioria. Portanto, devemos ouvir mais as pessoas (todas elas), mesmo que seja algo sem importância; pois só de ouvir e dar atenção podemos ganhar respeito e confiança do interlocutor, além de sempre aprendermos com o que ouvimos. Uma outra dica é repetir o que a pessoa está falando, deixando entendido o recado ou a mensagem, evitando conflitos e deixando a outra pessoa (emissora) mais segura sobre o fato da mensagem ter sido compreendida.
Saber ouvir críticas. Se saber ouvir já é difícil, imagina ficar ouvindo críticas sobre os outros e sobre você! É complicado. Muitas pessoas não aceitam que outros falem "mal" sobre elas, principalmente se forem de níveis hierárquicos mais baixos na empresa. Porém, ouvir críticas e realizar autocríticas completam uma aprendizagem que nos leva a saber trabalhar e viver em equipe e conhecermos melhor nós mesmos. Ouvir críticas e pensar sobre isso é algo sábio e proveitoso, mas é um exercício que leva tempo e paciência; mas que, com certeza, nos fazem ser pessoas melhores, principalmente num relacionamento interpessoal.
Conhecer a cultura do lugar. Nosso país é composto por diversas culturas, que influenciam costumes, gostos, gestos e falas. Antes de se expressar, saiba entender o que se passa no local ou com as pessoas, no modo delas falarem e ouvirem, as palavras ou expressões características etc. Esse é um exercício que faz com que você se aproxime das pessoas e consiga transmitir recados de um modo mais eficiente. Essa integração pode ser fundamental para empresas que trabalham em várias regiões e com muitas pessoas.
Saber expor. Até este momento, os pontos abordados foram voltados mais para a observação do que para a exposição da comunicação. Qualquer que seja a forma de expressar a comunicação (falada, escrita, gestual e outras), expor bem o que se deseja é fundamental para a qualidade da comunicação. Fazer com que a pessoa realmente entenda é uma tarefa um tanto difícil; muitas vezes ficamos com a impressão de que a pessoa entendeu o recado, por exemplo, sobre como fazer um trabalho e, no momento de vermos o resultado, ele está diferente do esperado, pois a pessoa não entendeu o que procuramos explicar, fazendo da forma que ela pensou ter entendido...complicado, não? Exponha com objetividade e clareza o que você deseja, repetindo se for necessário, usando palavras adequadas e fáceis de serem lembradas. Ser calmo ou paciente ajuda na comunicação e exposição de idéias, gerando melhor receptividade do interlocutor.
Ser breve e objetivo. Este ponto complementa o anterior. Além de saber expor bem as idéias e o que deseja, seja breve. Assim você não cansa o interlocutor e cria menos confusão. Tenha objetividade, sem fazer "círculos", ou seja, indo direto ao assunto; isso evita expectativas negativas e faz com que a comunicação seja mais proveitosa. Um exemplo: num quadro de avisos as pessoas preferem ler aqueles que possuem letras grandes e poucas palavras, pois recebem o recado de forma rápida; pois há uma "resistência" em ficarem lendo ou ouvindo avisos, comunicados ou conversas demoradas e cansativas. O uso de expressões chamativas e agradáveis também ajuda. Perguntar algumas vezes se os interlocutores entenderam a mensagem é uma forma de obter feedback da comunicação e saber melhor se o recado foi claro e objetivo.
Evitar excessos. Este ponto aprofunda um pouco mais sobre sermos claros e eficazes com a comunicação. Evitar excessos significa diminuir as repetições de palavras ou da mensagem. Repetir pode ajudar a outra pessoa ou receptor a entender, mas uma repetição exagerada pode gerar conflitos e tornar a comunicação monótona ou desagradável. Deve-se evitar também o excesso de jargões, sendo aconselhável falar numa tonalidade compreensível, sem gritarias ou tons baixos de voz, mas com uma tonalidade agradável, frisando o que é importante. É importante reforçar que se deve evitar palavras "chulas" ou complicadas.
Manter padrões. É importante saber manter o padrão da comunicação. Se você costuma usar exemplos, é interessante manter isso. Porém, a forma de expressar as mensagens e seus conteúdos, com objetividade e clareza, deve ser adequada ao público, podendo ser mais formal ou mais informal dependendo da situação, das pessoas, do assunto etc. O importante é manter o estilo, a fim de evitar confusões e conflitos. Evite gírias e o excesso de formalidade (palavras não muito usuais, por exemplo) para manter um padrão bom de comunicação. Saiba se expressar da forma correta no idioma, pois muitas vezes o que falamos ou comunicamos tornam-se exemplos para os interlocutores, especialmente aqueles com quem relacionamos em nossa família e no ambiente de trabalho. Acompanhar tendências e ser flexível é importante também.
Fazer associações. O uso de exemplos pode ser eficiente quando foca a realidade ou quando é algo próximo da realidade do interlocutor, especialmente no seu cotidiano. Assim, há uma comprovação maior do que está sendo comunicado, gerando uma confiança e uma compreensão maior da mensagem. Neste sentido, o uso de fatos passados ou históricos também podem reforçar o que se deseja com o comunicado, fazendo associações com o que já foi feito antes, usando também exemplos sobre outros lugares ou pessoas (comparando empresas), é sempre uma forma de reforçar a importância da mensagem, sua aplicação e utilidade.
Ser coerente. Além de manter um certo padrão, comunicar algo coerente transmite credibilidade e torna a compreensão e a execução da comunicação mais fácil e eficaz. Fazer aquilo que se fala também torna coerente o que está sendo comunicado. Quantas vezes não percebemos, por exemplo, numa empresa, a situação em que um líder ou "chefe" nos fala para fazermos algo (ordem), mas ele mesmo não cumpre o que foi pedido? Isso gera descrédito, uma certa desmotivação, e o ambiente organizacional fica confuso, as pessoas perdem respeito pelas decisões. Então, o importante é sempre ser transparente com aquilo que se fala e se faz, tornando-se comprometido com a sua própria comunicação.
Acompanhar as mudanças. Sempre surgem novos conceitos, idéias, tecnologias etc. Ser um comunicador voltado para as tendências, novidades e atualidades é fundamental para transmitir maior credibilidade e mostrar competência com a comunicação. Sempre surgem novos termos, novas definições, novas formas (meios e canais) de se comunicar; usar tudo isso de forma bem aplicada, coerente e eficiente, gera uma comunicação igualmente eficaz, com credibilidade, respeito e entendimento correto. Sempre surgem novos exemplos, novas situações e novas aprendizagens. Cabe a cada um de nós perceber essas mudanças, ser flexíveis para sempre buscar uma comunicação franca, aberta e moderna, respeitando a realidade do meio organizacional ou de outros meios em que vivemos (cultura, expressões, nível de conhecimento, entre outros) para sermos realmente eficazes.
Demétrio Luiz Pedro Bom Júnior é graduado e pós-graduado em Administração de Empresas.
O trabalhador do século XXI
Redação Do Site Motivaonline
Você sabe quais são as principais características do trabalhador do século XXI? Pois, Eugênio Mussak, em seu livro Metacompetência (ed. Gente), apresenta oito pontos essenciais que desenham o perfil deste profissional.
Flexibilidade – Ser flexível, em vez de ser especialista demais, é uma qualidade. Isso não significa que especializações não sejam importantes, mas o desejado é que as pessoas tenham capacidade de agir de acordo com as situações que se apresentam. Atendendo às necessidades do mercado e moldando sua conduta com o objetivo de aumentar sua competência.
Criatividade – A preocupação não deve ser armazenar grande quantidade de informação, pois ela está fartamente disponível nos meios de comunicação e principalmente na Internet. O diferencial e desejável é a capacidade de processar e utilizar as informações de forma original e inovadora. É nesse sentido que a criatividade transforma-se em um recurso moderno.
Informação – A criatividade pode suprir a falta de informação, mas ainda é necessário aumentar permanentemente nossa base de dados a respeito do que está acontecendo no mundo, em nossa área de atuação e em outras áreas. A velocidade dos avanços em todas as áreas do conhecimento exige educação continuada.
Comunicação – A aquisição de habilidades na comunicação e no relacionamento interpessoal é imprescindível para a qualidade do atendimento ao cliente e para a integração de grupos de trabalho. São dois aspectos pertencentes à cartilha de sobrevivência de todos os profissionais e todas as empresas. Entender o mercado e se fazer entender por ele.
Responsabilidade – No novo mundo do trabalho, as pessoas são mais responsáveis por suas ações e exercem com mais freqüência e intensidade papéis de liderança. Estão desaparecendo cargos e funções estanques e surgindo postos de trabalho destinados ao cumprimento de tarefas em que a responsabilidade de seu executor é cada vez mais cobrada.
Empreendedorismo – Não é mais suficiente cumprir ordens e realizar bem sua tarefa. O mercado busca pessoas capazes de agregar valor ao trabalho através de ousadia, criatividade e inovação, atributos do empreendedor. Empreendedorismo não é uma qualidade exclusiva dos empresários, embora eles certamente a possuam, caso contrário não seriam o que são. Qualquer pessoa em qualquer atividade pode empreender uma ação que vise otimizar, melhorar, qualificar.
Sociabilização – Cada pessoa deve estar impregnada da capacidade de compreender, respeitar e conectar-se com diferenças culturais e de percepção dos fatos da vida. Isso não se refere apenas a diferenças entre países, mas também entre pessoas. Saber conviver com idiossincrasias pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso.
Tecnologia – É fundamental adquirir intimidade com as novas tecnologias independentemente da idade que se tenha, do nível cultural e da condição social do indivíduo. Qualquer pessoa que esteja no mercado de trabalho deve dispor-se a aceitar e a conviver com as tecnologias emergentes. A tecnologia só substituirá o homem que não aprender a conviver com ela.
Os tipos de chefe
Redação Do Site Motivaonline
Os tipos de chefes existentes são variados, apesar de ocuparem lugares estratégicos nas organizações e, por esta razão, serem fundamentais para os colaboradores. Embora os empresários saibam da relevância que tem uma boa liderança, demonstram, em muitos casos, total deficiência na escolha que fazem a respeito de quem liderará as pessoas que trabalham em suas organizações.
Os resultados são igualmente desastrosos nestes casos, e uma alteração urgente deve ocorrer para evitar maiores distúrbios internos, tais como o péssimo clima organizacional, o baixo retorno de vendas, comunicação obstruída, fragmentação dos departamentos e criação de feudos movidos por egoísmo e infantilidade. Acompanhe agora alguns estilos de chefia mais comuns bastante problemáticos:
Pilatos – lava as mãos em relação aos problemas pessoais e profissionais de seus funcionários. Ele nunca pode colaborar porque está sempre ocupado. Afinal, é uma pessoa muito importante e, portanto, o seu tempo é precioso demais para ser dirigido a finalidades triviais. No entanto, as pessoas que dependem deste tipo de chefe sentem claramente o descaso e o abandono e passam a resolver as suas questões sozinhas, ou ainda, recorrem a outros que as ajudem. Quando o chefe Pôncio Pilatos descobre que outras pessoas colaboram com os seus funcionários, ele fica louco de raiva e convoca uma reunião particular, na qual ele se mostra chateado com atitudes que magoam, vez que o seu papel é estender auxílio para os seus próximos. Esse fato se explica pelo medo que este tipo de chefe tem em ser percebido como uma pessoa egoísta e de baixa atividade de liderança e, conseqüentemente, correr o risco de ser trocado facilmente por alguém melhor.
Nero – adora ver o circo pegar fogo. Os trabalhos em grupo são a grande oportunidade de ver as discussões surgirem e ganharem vulto. São verdadeiras lutas entre os gladiadores que esperam receber a clemência ao final do embate. O lugar sempre está em polvorosa e qualquer faísca faz incendiar. Trata-se de um perfil cujo temperamento é bem agressivo e pouco faz para melhorá-lo. Pensam que o seu estilo deve ser preservado pela personalidade forte que possuem, além do cargo que ocupam. A sua raiva constante domina a atmosfera departamental, levando os seus habitantes a desenvolver um sistema de defesa bastante eficiente: o ataque. As defesas humanas, quando bem estressadas, agem com base no ataque para reduzir as chances de serem atingidas a qualquer momento. Tensão é a palavra-chave neste tipo de convivência. O chefe Nero se compraz com este alvoroço emocional e crê que o seu poder comanda o espetáculo diário.
Rei Momo– suas características são a de festividade e entusiasmo. Este tipo de chefe agita o seu local de trabalho, fazendo um “ôba-ôba” sem precedentes. Ele motiva as pessoas próximas, mas tudo isso dura por um determinado período. O seu objetivo é o de animar o lugar, esquecendo-se dos resultados, que são importantes para os colaboradores e para a organização. Inicialmente, o chefe Rei Momo é adorado pela animação que proporciona. Todavia, aos poucos as pessoas cansam e se sentem desmotivadas pelo baixo rendimento que oferecem. Este tipo de chefe é um bom motivador, porém, dura pouco, e o que resta da folia são apenas as cinzas que o vento leva rapidamente.
Peter Pan – aquele que não cresce e não permite que os outros cresçam. Ele mantém o seu pessoal preso às suas asas. Protege-os com a espada e a valentia, levando as pessoas a crerem na sua bondade e altruísmo. Contudo, o seu egoísmo é que guia as decisões e impede que cada um cresça e desenvolva o seu potencial. O seu temor é o de perder os aliados na batalha cotidiana, e assim permanecer só na Terra do Nunca. Qualquer objeção às suas idéias será interpretada como uma rebeldia e, sem dúvida, é alguém que pretende se bandear para o lado do inimigo: o capitão Gancho.
Na verdade, os tipos de chefe são inúmeros. Entretanto, o tipo de “líder” necessário é aquele que:
- Mantém proximidade com os seus seguidores;
- Aprende conjuntamente;
- Estimula o crescimento;
- É um entusiasta, mas cobra resultados porque sabe da satisfação que o ser humano tem quando atinge objetivos;
- Entende que o conflito é necessário para que as boas idéias brotem das discussões, embora não veja na agressividade uma forma de convívio;
- Assume os riscos de forma compartilhada;
- Comunica-se constantemente;
- Consegue gerir o conhecimento e as mudanças;
- É ético e vive esta virtude como um agente que inspira confiança e motivação naqueles que o seguem por vontade própria e não pela imposição.
O mercado tem pressionado as organizações acerca do aperfeiçoamento de seus colaboradores. Tipos de chefes que não se adaptarem à realidade de convivência mais amadurecida e humana com relação aos aspectos sutis das relações pessoais e profissionais, não durarão. A boa liderança é aquela que serve, muito mais do que é servida.
Redação do site MotivaOnline
Palavras-chave relacionadas com esta matéria: tipo de chefe, clima organizacional, baixo retorno, descaso, discussões, objeção, idéias, líder, satisfação, riscos


Postar um comentário